segunda-feira, 17 de outubro de 2011

64° Capitulo: Surpresa

Olá lindas,
desculpem a minha demora mas não foi mesmo possível postar antes, a minha vida anda um pouco aterefada de momento. E era para postar ontem, mas o meu sábado foi mais aterefado do que o que eu pensava, por isso só foi possível terminar o capitulo mesmo agorinha, e espero não se notar a pressão com que escrevi o fim do mesmo.

BjnhOs
Diidii

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Depois de ter desligado o telefonema com o pai aproveitou e ligou ao David para o por ao corrente das novidades, de como estavam as coisas em Lisboa, de que os seus pais vinham a Portugal, David disse-lhe também a que horas chegava o seu voo e claro para matar mais um bocadinho das saudades todas que sentiam um pelo outro, pois da próxima vez que falassem já seria pessoalmente, felizmente. O convite para a festa de aniversário ela preferiu deixar para contar no dia seguinte pessoalmente.

O resto da tarde, que já não era muito, foi passado na sala com Rui e Raquel, pois Sofia desde que tinham chegado ainda não tinha saído do quarto. Para jantar mandaram vir o menu do restaurante ali perto, de onde o Rui mandava vir comida muitas vezes, mas escusado será dizer que Sofia não quis jantar e continuou encerada no quarto.

Tinha chegado a hora de dormir e Rui tinha ido buscar umas mantas para ele dormir no sofá, mas as meninas sentiam-se desconfortáveis com isso.


Raquel: Não me sinto bem em ele dormir aqui no sofá, não acho justo.
Marisa: Nem eu, a casa é dele não tem nada que dormir no sofá.
Raquel: Olha vai tu dormir com a Sofia, que eu e ele lá nos entendemos. Afinal se nos entendemos noutras coisas, também nos havemos de entender nestas.
Marisa: Tens a certeza?
Raquel: Vai lá linda. Não te preocupes. Dorme bem, que amanha tens aí o teu amor e não podes estar com má cara. (diz com um certo gozo na voz)
Marisa: Cala-te lá, que os planos estão todos a sair trocados. (diz um pouco desanimada deixando a amiga com um sorriso na cara vendo de novo aquela vontade de ser feliz com uma pessoa depois de tudo) Até amanha pequena, dorme bem.

No corredor cruzou-se ainda como Rui desejando-lhe uma boa noite também e seguiu para o quarto onde Sofia tinha adormecido, ainda com a roupa vestida. Marisa acordou-a e ambas vestiram o pijama, como Sofia não estava para grandes corversas foi assim que adormeceram.

Enquanto isso na sala decorria uma pequena discussão entre o casal, não oficial, sobre quem dormiria no sofá.


Raquel: Oh Rui deixa-me lá dormir a mim no sofá. Não é justo dormires tu, afinal o quarto é teu. (teimava Raquel)
Rui: Oh minha linda não és mais teimosa que eu. Eu vou ficar aqui e não se fala mais nisso. (mas Rui não dava o seu braço a torcer)
Raquel: Mas Rui ... (Rui não a deixou continuar com os protestos e beijou-a acabando por cairem os dois no sofá-cama que Rui tinha acabado de abrir)

Estiveram a namorar durante algum tempo e as carícias eram cada vez mais, e o momento a cada minuto que passava se tornava mais intenso. Apesar de ambos saberem que ainda era muito cedo para darem o próximo passo, nenhum dos dois conseguia parar. Rui notou a desconforto de Raquel por ainda não estar pronta para se entregar a ele e foi ele que parou o momento, antes que entrassem por caminhos irreversíveis.

Rui: Linda é melhorer ires indo dormir. (deu-lhe um beijo repenicado na boca) Ambos sabemos que ainda não chegou a altura.
Raquel: Tens razão, e obrigada por parares o que eu não estava a conseguir deter. (Raquel beija-o calmamente) É por isso que te adoro, por me respeitares e por me aceitares como sou. (era a primeira vez que Raquel demonstrava, por palavras, os seus sentimentos por Rui, o que o deixou feliz e sem saber o que dizer)
Rui: Também te adoro princesa. Muito mesmo. (beijou-a e ajudou-a a levantar-se do sofá) Bem vai lá dormir, minha pequenina. Dorme bem e até amanha.
Raquel: Sim, é melhor ir andado. Dorme bem também, o que eu duvido aí no sofá. (disse e dirigiu-se até a porta mas antes de sair é interrompida pela voz de Rui)
Rui: Raquel, (ela olha) adoro-te, nunca te esqueças.
Raquel: Também te adoro, meu grandalhão, e não me vou esquecer. (e acaba de sair da sala)

Rui acabou por tirar a roupa, ficando somente em boxers, e deitou-se cobrindo-se só até a cintura e de barriga para cima. Raquel depois de ter entrado no quarto vestiu o pijama e de seguida tratou da sua higiene pessoal, deitou-se e começou a pensar. Depois de estar assim algum tempo, acabou por se levantar e ir ver se Rui já dormia.

Raquel: Já dormes? (perguntou espreitando pela porta)
Rui: Não, linda. Passa-se alguma coisa? (Raquel aproxima-se do sofá e senta-se a seu lado e beija-o)
Raquel: Não se passa nada lindo. Só estive a pensar e nós já partilhamos tantas coisas que podemos dormir os dois, sem segundas intenções, ou não? (pergunta receosa)
Rui: Linda, não tenho segundas intenções contigo, mas não quero que penses que estou a tentar forçar algo. (explica)
Raquel: Estou a pedir, não vou pensar nada de ti. Aquela cama é muito grande para mim sozinha. (diz fazendo beicinho)
Rui: Não tenho mais argumentos para negar o teu convite.

Os dois seguem abraçados até ao quarto, acabando por adormecerem passado pouco tempo, Rui abraçando a cintura de Raquel e esta dormindo sobre o seu peito despido.

Na manha seguinte Marisa acordou cedo, pois sabia que o avião de David chegava as 11.00, mas não sabia quem o ia buscar, pois ela queria-lhe fazer uma surpresa, visto que não iam poder passar o fim-de-semana juntos por causa do convite para a festa.

Como ainda era muito cedo para ligar a quem quer que fosse a pedir informações decidiu ir tomar banho, ainda não conhecia bem os cantos a casa mas Rui tinha-lhes dado umas toalhas na noite passada, e shampoo ela trazia sempre consigo nestas situações. Tomou o seu banho e ainda vestida com o seu robe cor-de-rosa, foi comer qualquer coisa, regressando depois a casa de banho para lavar os dentes voltando depois ao quarto para escolher uma roupa bonita, mas simples, para receber o seu amor, sempre tentando fazer o menor barulho possível para não acordar ninguém. Para finalizar, esticou o cabelo e maquilhou-se levemente, acabando no fim por regressar a cozinha, visto que ela pensava que Rui dormirá na sala, para arranjar uma solução.


Depois de dar várias voltas a cabeça acabou por chegar a conclusão que a única pessoa que a poderia ajudar seria Ruben, decidindo então ligar-lhe, pois já eram quase 10.00.

Chamada entre Marisa e Ruben:
Ruben:
Sim? (atendeu Ruben ao 4°toque)
Marisa: Olá Ruben, sou a Marisa.
Ruben: Olá desaparecida. Passa-se alguma coisa?
Marisa: Oh desaparecida nada, fui visitar a familiazinha. Não, não se passa nada, só te queria perguntar uma coisinha.
Ruben: Eu sei que foste visitar a família, sou o melhor amigo do teu namorado, lembras-te? (Marisa solta uma gargalhada que Ruben acaba por acompanhar) Vá, chuta lá essa pergunta.
Marisa: Sabes quem vai buscar o David ao aeroporto?
Ruben: Ninguém, era para ir eu, mas como a Marta combinou com os pais irmos lá almoçar não dava, por isso como tenho a chave suplente do carro dele, fui deixa-lo ontem no aeroporto. Porquê o interesse?
Marisa: Ora essa, porque é meu namorado. E como namorada atenciosa que sou quero ir ter com ele. (diz com uma falsa arrogância, da qual Ruben se apercebe logo)
Ruben: Ai o amor. Mas pronta assim já sabes.
Marisa: Cala-te, como se tu não estivesses igual, ou pior. Olha, voltando ao assunto, podias só dizer-me em que parte é que está o carro? Porque não queria dar muita bandeira e se vou lá cima, amanha somos capa de revista.
Ruben: Nada mal pensado. Olha o carro está … (lá esteve então a explicar onde estava o carro)

Depois de desligarem a Marisa confirmou que não lhe faltava nada e seguiu, então, para o aeroporto, mas não sem antes escrever um bilhetezinho para os da casa.

Bilhete:
Pessoal, fui ter com o meu amor ao aeroporto. : )
Não contem comigo para almoçar, e nem se preocupem que eu lá apareço. Ah logo tenho uma festa e também não janto.
Beijinhos e portem-se bem

Quando chegou ao aeroporto ainda faltavam 15 minutos para as onze, por isso ainda tinha tempo de ir ver se o avião não se tinha atrasado e de procurar o carro. Dirigiu-se então a uma placa das chegadas e confirmou que o avião chegaria as horas previstas e de seguida seguiu as indicações de Ruben para encontrar o carro de David, o que não demorou muito a acontecer, encostando-se ao carro virada para o elevador para ver o seu amor chegar, e assim matar todas as saudades.

O avião tinha acabado de aterrar e David dirigia-se agora ao tapete das malas, ele olhava pelos vidros mesmo sabendo que ninguém o esperava, pois Ruben tinha dito que não podia e Marisa não queria levantar mais suspeitas perante as revistas, por isso mal avistou a sua mala retirou-a do tapete apenas com uma mão, pois na outra trazia o presente para Marisa, e seguiu para a garagem onde Ruben tinha dito que deixaria o seu carro.

Enquanto isso, Marisa desesperava a cada chegada de um elevador, mas até àquele momento nenhum trazia o que ela tanto queria ver, até que o tão esperado momento chega. O elevador abre e Marisa avista logo David, ao contrário dele que olhava para um lado e para o outro a procura do seu carro, nunca pensando encontrar mais alguém. Marisa acaba por se esconder, permitindo assim que David encontra-se o carro antes de a ver a ela, o que não demorou muito tempo a acontecer e Marisa sentia os passos cada vez mais próximos.

Marisa estava escondida na parte da frente do carro e David foi primeiro por a mala na bagageira e depois abriu a porta do lado de condutor e entrou, antes de fechar a porta Marisa mostrou-se e quando David olhou em frente que cruzaram os olhares, cresceu nos lábios de ambos um grande sorriso e David saiu de novo do carro com uma rapidez estonteante e correu, literalmente, para os braços da pessoas que ele mais queria ver e beijou-a sem demoras e sem deixar que ela dissesse fosse o que fosse. Foi um beijo cheio de saudade, desejo, necessidade de sentir a presença do outro, mas sobretudo de amor. Só depois da vontade saciada é que David permitiu que Marisa se manifesta-se.

Marisa: Surpresa amor. (diz com um enorme sorriso)
David: E que bela surpresa princesa, não estava esperando não. (diz com os olhos a brilharem)
Marisa: Tinhas de ter a recepção merecida. E aqui está a tua namorada para te proporcionar isso.
David: E que melhor pessoa para fazer isso, não é?
Marisa: Não sei amor, isso só tu sabes.
David: Pois eu digo aqui e agora, depois de sua surpresa, que não havia pessoa que eu quisesse ver mais que você neste aeroporto, amor. (voltam a beijar-se apaixonadamente)
Marisa: Então porquê não disseste que gostavas que te viesse buscar? (disse enquanto se dirigiam ambos para o interior do carro)
David: Amor porque você está cheia de problema aí com a Sofia e eu não queria incomodar princesa. (diz já no interior do carro dando de seguida um beijo repenicado nos lábios de Marisa e arrancando com o carro)
Marisa: Tu nunca incomodas amor. E como vês aqui estou eu. (diz passando a mão na perna de David)
David: Te amo.
Marisa: Também te amo, melhor namorado do mundo.
David: Então, gata, que quer fazer agora? (diz desviando o olhar da estrada durante segundos)
Marisa: Podia-mos ir almoçar e aproveitar a tarde para namorar, que te parece? (nunca desviando o olhar de David)
David: Não podia ter uma ideia melhor, princesa. Vamos só passar na minha casa para eu tomar um banhinho e mudar de roupa. Pode ser?
Marisa: Claro amor, vamos lá.

Seguiram, então, para casa de David e depois de ele ter tomado banho e mudado de roupa seguiram para um restaurante a beira-mar, sempre entre muita conversa, brincadeira e mimos.
Já com os pedidos feitos Marisa lembrou-se do recado que a prima lhe tinha mandado.

Marisa: Amor, antes que me esqueça, a minha prima Larinha mandou-te um beijinho.
David: Oh, fiquei com uma vontade danada de conhecer essa menininha. (diz sorrindo)
Marisa: Hás-de conhecer amor.
David: Espero que sim, e rapidinho.

Continuaram com a conversa, e Marisa pô-lo a corrente de alguns dos últimos acontecimentos que ele ainda não sabia. E enquanto esperavam pela sobremesa Marisa decidiu tirar da sua mala a prenda de David e dar-lha.

Marisa: Pega amor, é para ti. (diz mostrando um enorme sorriso)
David: Oh amor não vou abrir agora não, porque deixei a sua no carro. (diz mostrando uma expressão tristonha)
Marisa: Amor não importa, tu abres agora e dás-me a minha depois. (diz nunca perdendo o seu sorriso que era capaz de iluminar a sala do restaurante)
David: Não amô, então você espera aqui e eu vou ao carro buscar. (levanta-se da cadeira)
Marisa: Amor não é pre … (não valia pena continuar pois David já caminhava para a saída) Teimoso pá. (diz para os seus botões)

Não demorou muito até David estar de volta e entregar-lhe, também ele, a sua prenda. E combinaram de abrir os dois ao mesmo tempo, mas Marisa despachou-se primeiro e ficou maravilhada a olhar para a pequena pulseira, que apesar de simples, era linda.


Marisa: É linda, amor. Amei. (diz com os olhos a brilhar)
David: É simples amor, mas achei que era a sua cara mesmo. (diz retribuindo o sorriso e acabando de abrir o seu presente)
Marisa: Espero que gostes amor, não sabia mesmo o que te comprar. (David acaba de abrir o presente e adorou)


David: Adorei amor, é a minha cara e fica bem com o fato do Benfica. Você me conhece muito bem e tem muito bom gosto.
Marisa: Tu também meu amor. Olha podes por? (diz esticando a pulseira e o pulso na direcção de David)
David: Claro princesa, com todo o gosto.

Depois da “troca” de presentes acabaram por comer a sobremesa, e depois de pagarem dirigiram-se de novo ao carro ainda com destino por definir e ainda sem Marisa contar a David que não iam poder passar o fim-de-semana juntos devido a festa de anos. Até que já dentro do carro teve mesmo de contar, aquando a pergunta de David.

David: Amor, sabe o que a gente podia fazer?
Marisa: O quê? (diz olhando para David enquanto este conduzia)
David: A gente podia passar na casa do Rui, você ia buscar umas roupinhas e passava a noite em minha casa. Que você acha?
Marisa: Ah isso amor. É que … Hum. (Marisa não sabia bem como dizer que não podia aproveitar este fim-de-semana com ele)
David: Que passa amor? Você não quer? (pensando que Marisa estava com dúvidas em relação ao que se poderia passar, apressa-se a explicar) Amor, a gente não fazia nada de mais não. Só ficar agarradinhos a noite toda pondo a conversa em dia. Eu não quero fazer nada que você não queira, princesa.
Marisa: Amor, não é nada disso. Não tenho dúvidas em querer passar este tempo contigo, e era o que mais queria. Mas o namorado da irmã da mulher do meu tio, isto é a minha tia, (com os nervos não estava a conseguir dizer nada de jeito) faz anos e ela está-lhe a fazer uma festa surpresa para hoje a noite. E eu tentei, juro que tentei, dizer que tinha cenas combinadas mas não deu para convence-la que não poderia ir, e acabei mesmo por ter de dizer que sim. Desculpa meu amor, sei que te tinha prometido que íamos aproveitar este fim-de-semana ao máximo, e que por minha culpa não o vamos fazer. (Marisa falava muito rápido sem dar tempo a David para intervir)
David: Deixa para lá, fica para outro dia. (David não se queria mostrar frio, mas a verdade é que estava triste e desiludido, não com Marisa mas sim com o destino que parecia que não os queria juntos)
Marisa: Desculpa amor. Juro que tentei que ela descarta-se a minha presença naquela festa, mas parece que ela tinha tudo planeado.
David: Deixa amor, de todas as formas eu estou cansadão da viagem tenho de dar uma descansada. (diz com um olhar triste e a mínima convicção na voz)
Marisa: Não ficas mesmo chateado comigo? (sem dar tempo a David de responder o telemóvel de Marisa começa a tocar depois de ver quem era diz) Desculpa amor vou ter mesmo de atender, é o meu pai. (David confirma com um leve aceno de cabeça)

Chamada entre o pai e Marisa:
Marisa:
Papi. Como estás?
Pai: Olá filha. Bem e tu filha?
Marisa: Sim, também. (diz pouco convicta)
Pai: Filha, o que se passa? Eu conheço-te e não me pareces-te muito convicta.
Marisa: A sério papi, não se passa nada. Então novidades? (diz para mudar de assunto)
Pai: Está bem, vou fazer que acredito. Então era para te dizer que eu e a mãe chegamos aí amanha às 14 horas, e vamos ficar no hotel Tivoli, achas que te podias encontrar connosco lá às 14.30 filha?
Marisa: Claro que sim pai, lá estarei a essa hora.
Pai: Ainda bem filha. Bem vou desligar que quero deixar tudo adiantada aqui na empresa para está semana.
Marisa: Sempre ocupado paizinho. Tens de abrandar esse ritmo de trabalho.
Pai: Oh filha, sabes que aqui o teu velhote não consegue estar parado.
Marisa: Velhote nada pai, tomará muitos terem a tua força, física e não só, com a tua idade. Bem não te atrapalho mais, vai lá.
Pai: Que exagerada filha linda. Vá até amanha. Beijinho. Amo-te princesinha. (por mais que os anos passassem para o pai de Marisa, ela ia ser sempre a sua princesinha)
Marisa: Até amanha. Beijo pai. Eu também amo o meu rei. (depois de soltarem uma leve gargalhada desligaram)

David continuava com a expressão facial fechada, mostrando assim a sua desilusão perante a informação que a namorada tinha acabado de dar, Marisa não sabia o que lhe dizer pois compreendia plenamente o lado dele e também ela estava triste com a situação.
Dentro daquele carro predominava o silência há já algum tempo e Marisa não sabia como quebra-lo, acabando por ser o proprio David a faze-lo.


David: Há que hora você tem de estar no lugar da festa? (perguntou David sem nunca encarar Marisa)
Marisa: Às 19.00, mas tenho de sair daqui às 18.00. (responde Marisa olhando David com um olhar triste)
David: (desviando o olhar da estrada para olhar para o relógio) Já passa das 15.00, (tinham estado muito tempo no restaurante sem darem pelas horas há passar) talvez seja melhor deixar você em casa para se arranjar. (continua sem olhar para Marisa)
Marisa: Pois, se calhar é melhor. (diz muito triste)

Voltou-se a instalar o silêncio que matava Marisa aos pouquinhos, mas que ela não tinha coragem de interromper com receio do que o David podesse dizer, pois ela notou que ele tinha ficado frio e sem vontade de a encara e de estar com ela.

Não demoram muito a chegar a casa de Rui, caminho que David já conhecia muito bem, e depois de David parar o carro Marisa não conseguia sair sem esclarecer as coisas.


Marisa: Amor, estás chateado comigo? Juro que tentei não ir, mas há coisas que uma pessoa não consegue evitar. (diz virando-se no banco para encarar David)
David: Não estou chateado linda. Estou, pode dizer-se, triste por que tinha imaginado este fim-de-semana só contigo, matando as saudades e não vou poder fazer isso. (Marisa deixou escorrer uma lagrima, pela consciência que tinha estragado os planos que ele tinha para eles) Amor, não precisa chorar não, fica para outro dia.
Marisa: Oh, mas eu queria estar contigo para matar as saudades. Sou estúpida por ter estragado tudo. (as lagrimas continuavam a percurrer os traços da sua face)
David: Amor não pensa assim .. Vai se por bonita e a gente se fala, valeu? (diz David tentando confortar o pequeno coração de Marisa, pondo o que ela estava a sentir sobre o que ele proprio estava a sentir)
Marisa: Tem de ser, não é? (David acena afirmativamente) Amo-te mais que tudo. Depois eu ligo-te prometo. (beija-o)
David: Te amo gata. Liga quando poder. (dá-lhe mais um beijo apaixonado e de seguida Marisa sai do carro)

Marisa chegou ao apartamento e por sorte não estava lá ninguem, agradeceu naquele momento por ter aceite a chave que Rui lhe tinha emprestado na noite anterior e agradeceu também o facto de não estar ninguem em casa, queria e precisava de tempo para se recompor e para se preparar para estar uma noite inteira num sitío onde não queria estar.

David, depois de deixar Marisa, seguia caminho para casa não lhe apetecia ver nem estar com ninguem, com a única pessoa que queria estar não podia, por isso preferia estar sozinho. Estava perdido em pensamentos quando ouve o seu telemóvel a tocar e ao ver quem era constata que é Ruben e apesar da pouca vontade de atender, decide faze-lo.


Chamada entre Ruben e David:
David:
Fala aí mano. (diz tentado esconder a tristeza)
Ruben: Espero não estar a interromper nada entre os pombinhos, mas queria saber se encontras-te o carro na boa? (fala Ruben, mostrando a sua boa disposição de sempre)
David: Quem me derá que você estivesse interrompendo algo, queria dizer que ela estava aqui comigo! (depois do que o Ruben dizerá não conseguiu esconder o que lhe ia na alma) Sim, encontrei o carro numa boa.
Ruben: Então mano, o que é quê se passou? A Marisa não esteve contigo? (diz espantando pois recordou o telefonema dela naquela mesma manha)
David: Você falou bem, manz. Esteve já não está mais.
Ruben: Opá não me digas que se chatearam hoje. Que se passou?
David: Não a gente não está brigada não. Mas parece que o destino não quer ver a gente junto não. Ele tem que ir numa festa hoje e não pode ficar comigo.
Ruben: Mano não te esqueces de uma coisa, o destino somos nos que o fazemos. Neste caso só tu podes impedir que ela vá a essa festa, não deve ser nada assim de tão importante. (David manteve-se em silência durante algum tempo o que levou Ruben a chama-lo) Ey mano, estás aí?
David: Estou sim, mano! Estava pensando que você tem razão. Você está em casa já?
Ruben: Já, mas porquê? (pergunta surpreendido)
David: Tenho um plano mas preciso da sua ajuda. Posso passar aí?
Ruben: Claro. Cá te espero a ti e ao teu plano.
David: Estou indo. (desligaram)

David rapidamente chegou a casa de Ruben, e depois de lhe ter explicado bem o plano, passando por alguns ajustes com ajuda de Ruben, passaram a parte da execução.

Marisa já estava pronta, tinha optado por um vestido que delineava bem as suas curvas por ser justinho, por apanhar só um bocadinho do cabelo deixando o restante, com os seus caracois naturais, solto fixando-o só com um pouco de espuma e por ima maquilhagem simples.



Mas com isto tudo já eram quase 18.30 e ela continuava em casa, para sorte de David e Ruben que também se tinham atrasado na execução.

Marisa estava, agora, prestes a sair de casa quando é interrompida por uma chamada de Ruben.

Qual será o plano de David? Qual o papel de Ruben nisto tudo? E como irá reagir Marisa a toda está situação?

Espero que tenham gostado, se sim comentem sff.
Diidii

6 comentários:

  1. uh...mais
    já sabes que gosto dos teus capítulos :P
    beijinhos
    Rita
    http://umanovadefinicaodeamor.blogspot.com

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  2. maravilhoso...

    quero mais...

    continua...

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  3. Agora deixaste-me curiosa para saber o que o David vai fazer, por isso despacha-te a publicar :)

    COntinua

    Bjs

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  4. Ameeeeei!
    Esta história está a deixar-me cada vez mais viciada! eheheheh
    Mas agora deixaste-me super curiosa... assim que puderes, publica o próximo capítulo, estou mesmo em pulgas por mais! :D
    Beijinhos minha linda<3

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  5. Bem, que vontade de ler mais xb
    Espero que me desfaças o desejo brevemente com a continuação deste lindo capitulo.
    Continua sempre!
    Beijinhos
    Mariana

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